Para defender um sistema, é preciso poder simular o atacante. Ora, os grandes modelos proprietários americanos proíbem contratualmente boa parte desse trabalho — e podem ver tudo o que as suas equipas lhes submetem. O Ministral e o Qwen, operados connosco ou na sua infraestrutura, não têm nenhuma destas limitações.
As condições de utilização («acceptable use policies») dos modelos proprietários proíbem tipicamente a análise de código malicioso, a geração de cenários de ataque, os testes de intrusão assistidos ou a simulação de phishing — mesmo quando é o seu próprio sistema que está a testar, com todas as autorizações. Na prática, isto traduz-se em:
Red team
Gerar cenários de ataque realistas, campanhas de phishing de exercício e cadeias de intrusão completas — sem recusas a meio do exercício.
Blue team / SOC
Dissecar malwares, scripts ofuscados e e-mails de phishing reais, redigir regras de deteção — sem exfiltrar as suas amostras para um terceiro.
Governança
São a sua carta de utilização e o direito europeu que enquadram a ferramenta — não as condições gerais, revogáveis e extraterritoriais, de um editor estrangeiro.
Liberdade não significa faroeste: estas utilizações continuam enquadradas pela lei e pelas suas políticas internas. A diferença é que o árbitro é europeu — e é você quem segura o apito.
“Não se constrói uma defesa séria com uma ferramenta que se recusa a falar do ataque — e que conta as suas fragilidades a um terceiro.”
Endpoint mutualizado, instância dedicada ou implementação on-premise nas suas instalações: falemos disso com o seu CISO. E para as bases, veja porque é que a Mistral e a Qwen são atores da soberania →